As 3 habilidades que o profissional do Direito precisa desenvolver

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Uma das perguntas que mais ouço de estudantes é “como devo me preparar para a carreira?”. Após indicar algumas leituras, sempre tento demonstrar, por meio de experiências que vivenciei, quais habilidades devem ser desenvolvidas para uma boa evolução na carreira (pública ou privada).

Neste texto, apresentarei 3 habilidades que considero fundamentais. Evidentemente, não desconsidero várias outras habilidades que não serão citadas, mas destaco as que mencionarei adiante, porque, conquanto aparentemente sejam óbvias, são diuturnamente preteridas em prol unicamente da obtenção de conhecimentos jurídicos teóricos.

Também não pretendo reduzir a importância do aprendizado teórico. Longe disso! Em textos anteriores, tenho enfatizado a importância do fortalecimento da doutrina, que tem sofrido continuamente com o fortalecimento da jurisprudência – fruto do protagonismo judicial – e com o aumento das publicações resumidas, normalmente direcionadas para concursos públicos.

Acredito que as 3 habilidades que devem ser desenvolvidas são:

1. A habilidade para pensar na prática.

É sabido que as faculdades – salvo exceções – não treinam os estudantes para a atuação na prática. Como regra, os alunos são avaliados por meio de provas objetivas ou dissertativas. No primeiro caso, a resposta correta já se encontra na questão, sendo possível, ainda, que alguém pontue por mera sorte. Na segunda hipótese, a questão dissertativa já interpreta os fatos e menciona, por exemplo, que alguém reagiu a uma injusta agressão, exigindo do aluno que apresente a alegação defensiva cabível.

Quando termina a faculdade, o aluno deixa de ter opções para marcar – como nas provas objetivas – e elementos já interpretados – como nas dissertativas. Torna-se necessário que o profissional folheie as dezenas, centenas ou milhares de páginas dos autos do processo e interprete os fatos. Retomando o exemplo anterior, não haverá um depoimento ou algum documento – com exceção das peças das partes – dizendo que o réu reagiu a uma injusta agressão, de forma proporcional, com os meios necessários. Caberá ao profissional interpretar se havia injusta agressão e se a reação foi proporcional.

Dito isso, é necessário que se desenvolva a habilidade de pensar na prática, interpretar as provas e definir as estratégias processuais.

2. A habilidade para resolver problemas e buscar o resultado pretendido.

Nesse ponto, é evidente que resolver problemas não é um sinônimo de “matar uma pilha de processos”, como, infelizmente, alguns profissionais falam.

Resolver um problema pode ser, por exemplo, obter o trancamento de um inquérito ou processo, evitando que o réu seja submetido a julgamento por vários anos para, ao final, ser absolvido.

A habilidade para resolver problemas não significa, em última análise, que sempre se obtém o resultado favorável. Entretanto, diz respeito à proatividade do profissional e sua capacidade de direcionar sua atuação, seja no que for (defesa, acusação, docência etc.), para o resultado pretendido.

Assim, um Advogado Criminalista, por exemplo, precisa aprender a resolver vários problemas, como ser ouvido, exercer suas prerrogativas, tranquilizar o réu, gerir a imagem do acusado, evitar o indevido prolongamento do processo etc.

Inevitavelmente, essa habilidade se relaciona com o abandono da perspectiva de que “há jogos que são apenas para cumprir tabela”. Quem atua no Direito precisa saber que todas as conversas (com cliente, parte contrária, autoridades [embargos auriculares] etc.) e todos os atos (audiências, sustentações orais, reiterações de pedidos etc.) possuem algum grau de importância, ainda que pareçam inócuos.

Com tantos profissionais no mundo jurídico, destaca-se quem consegue direcionar o seu foco para resolver os problemas no menor tempo possível e da forma potencialmente mais satisfatória.

3. As habilidades extrajurídicas.

A terceira habilidade engloba, na verdade, um conjunto de habilidades. O profissional jurídico deve desenvolver habilidades extrajurídicas, especialmente se estiver na iniciativa privada.

Na seara pública, por exemplo, Juízes precisam aprender a gerir pessoas – quem nunca viu servidores que trabalhavam lado a lado, mas se odiavam? – e administrar rotinas operacionais. Além disso, necessitam ter algum conhecimento de produtividade.

Para os Advogados, as habilidades extrajurídicas são vitais. A ausência de consideração dessas habilidades é o motivo para muitos desistirem da Advocacia e tentarem concurso público. Também em razão da negligência dessas habilidades, há Advogados que, acomodados com o tempo de profissão, começam a perder espaço no mercado e, não raro, desesperam-se percebendo profissionais mais jovens ocupando seus espaços e fazendo coisas que eles não conseguiram nos vários anos de carreira.

O Advogado precisa aprender a administrar o escritório, o que exige habilidades de gestão, finanças e conhecimentos básicos de empreendedorismo. Também deve entender minimamente a parte contábil do escritório, ainda que contrate um contador para o recolhimento dos tributos. Obter conhecimentos sobre marketing também é relevante para que divulgue o seu nome de forma ética, especialmente por meio de produção intelectual (o chamado marketing de conteúdo).

Para quem pretende atuar no tribunal do júri ou quer desenvolver a capacidade de prender a atenção dos clientes durante o atendimento, o “storytelling” é fundamental, apesar de ser uma palavra praticamente desconhecida no mundo jurídico.

Resumindo, é possível afirmar que trabalhar no mundo jurídico – especialmente na iniciativa privada – exige muito mais que conhecimentos jurídicos teóricos.


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