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Evinis Talon

Como passei a ler o dobro

08/03/2019

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Este texto não tem fórmula mágica sobre leitura dinâmica ou dicas infalíveis quanto à concentração nos estudos. Trata-se apenas de uma “adaptação” que fiz na minha rotina de leituras e que pode ser facilmente (ou com um pouco de dificuldade) implementada na vida de estudos do leitor.

Passei a fazer algo simples, mas que exige um pouco de frieza diante do excesso de trabalho: comecei a “me pagar” primeiro.

O que significa “me pagar”?

Nos livros de empreendedorismo e de finanças, como “Pai rico, pai pobre”, é muito comum que os autores falem sobre a necessidade de “se pagar” primeiro, ou seja, reservar, antes de qualquer coisa, uma parte do lucro ou do salário para investir em novos negócios, em conhecimento ou em qualquer outra coisa que gere o crescimento financeiro. Apenas depois de “se pagar” é que o sujeito deve fazer o pagamento de terceiros.

Obviamente, esses livros não dizem que o leitor deve tornar-se um caloteiro. Eles apenas destacam que sempre damos um jeito de cumprir os compromissos com terceiros, mas, quanto aos nossos próprios compromissos, há uma tendência de adiá-los, diante da falta de cobrança ou de consequências graves. Por esse motivo, devemos inverter a ordem.

Em outras palavras, se eu “me pago” antes (reservo a minha parte), é muito provável que eu efetivamente cumpra os compromissos com terceiros. Sabendo que as consequências serão graves em caso de descumprimento, daremos um jeito de cumprir esses compromissos.

Alguns autores exemplificam com a doença de um familiar. Talvez o sujeito não tenha R$5.000,00 agora, mas, se um familiar ficar doente e precisar de um tratamento de R$10.000,00, surgem várias opções (que sempre estiveram ali, mas ninguém as notava) para conseguir o valor necessário.

Pois bem. Como “se pagar” primeiro na leitura?

Sobre esse tema, é muito comum que as pessoas deixem a leitura para o turno da noite. Há quem se sinta incomodado ao ler um livro de manhã ou de tarde sabendo que tem prazos estourando, e-mails para responder, notificações de mensagens no WhatsApp e todos os outros tipos de compromissos que, se descumpridos ou ignorados, podem gerar consequências graves ou alguns incômodos desnecessários.

A questão principal é que esses compromissos sempre serão cumpridos, da mesma forma que, quando éramos estudantes da graduação, conseguíamos estudar para uma prova inteira na véspera ou preparávamos, em poucas horas, os trabalhos escolares, normalmente no dia da entrega.

Sabendo disso, comecei a “me pagar” quanto aos compromissos diários, ou seja, em primeiro lugar, logo de manhã, leio determinada quantidade de páginas de livros. Normalmente, são três categorias de obras: Direito (sobretudo Penal, Processo Penal e Execução Penal), clássicos (especialmente Filosofia e Literatura) e empreendedorismo. Esse é o meu pagamento obrigatório, isto é, uma das primeiras coisas que faço ao acordar, antes de qualquer compromisso com terceiros. No decorrer do dia, adiciono outros intervalos de leitura, normalmente de livros complementares, artigos científicos e textos dos principais sites jurídicos.

Depois de cumprir a regra do “pague-se primeiro” – que é exatamente o dobro do que normalmente lia antes de aplicar essa regra -, passo para as outras atividades, incluindo as obrigações assumidas com terceiros. Deixar esses compromissos para depois da leitura não aumenta a chance de descumpri-los. Na verdade, apenas aumenta a minha concentração, pois o tempo é menor, evitando que eu fique um dia inteiro “enrolando” para cumprir tarefas que poderiam ser concluídas em poucas horas. No livro A vida intelectual, Sertillanges diz que não devemos ficar frouxos (procrastinando) na nossa mesa de trabalho. Com a pressão do tempo reduzido, o foco é muito maior.

Sabe-se, contudo, que há compromissos que podem atrapalhar a leitura, porque geram uma contínua preocupação. Enquanto não concluímos esses compromissos, é como se tivéssemos um sapo coaxando na nossa frente durante todo o dia. Nesse caso, excepcionalmente, podemos concluir essas tarefas, desde que seja apenas uma tarefa, que não seja demorada e que essa inversão na ordem não se torne um hábito.

É só fazer isso para ler muito mais? Não! Podemos adicionar outras coisas.

Tenho o hábito de anotar a quantidade de páginas que li, assim como a quantidade de palavras que escrevi nos livros que estou elaborando.

Tendo essas métricas, aplico aquilo que chamam de “gamificação”, ou seja, crio um jogo interno, tentando aumentar a quantidade de “pontos” (páginas lidas e palavras escritas) a cada dia. Sobre a gamificação, gravei um vídeo que está no Youtube (clique aqui).

Veja também:

Evinis Talon é Advogado Criminalista (com foco em consultas e pareceres), professor de cursos de pós-graduação, Mestre em Direito, especialista em Direito Penal, Processo Penal, Direito Constitucional, Filosofia e Sociologia, autor de livros e artigos e palestrante.


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