O que os Advogados precisam aprender?

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Na linha do texto anterior (“2 características do Advogado Criminalista do futuro” – leia aqui), pretendo demonstrar mais algumas habilidades/características que os Advogados Criminalistas precisam desenvolver.

Em primeiro lugar, entendo que é necessário aprender a delegar e saber como priorizar suas atividades.

Como já mencionei em inúmeros outros textos, o tempo é a moeda mais escassa na atualidade. Nesse prisma, o Advogado deverá aprender a valorizar o seu tempo.

Dessa forma, precisará aprender meios de não permanecer o tempo todo em deslocamentos entre delegacias, fóruns e presídios, assim como deverá aprender a contratar associados, selecionar as causas em que vai atuar pessoalmente e passar mais tempo nas atividades realmente necessárias.

Em conversas com colegas que estão iniciando na Advocacia, sempre insiro esse assunto. Um dos grandes problemas na carreira dos Advogados é que “a Advocacia toma muito tempo”. Entretanto, quando aprofundamos na análise das situações concretas, percebemos que o Advogado permanece duas horas se deslocando para uma delegacia, uma hora aguardando a realização de uma audiência e três horas esperando para falar com seu cliente no presídio. Esse é um fator da falta de delegação e da ausência de definição clara das prioridades do sócio principal do escritório.

No final do dia, não sobra tempo para produzir livros ou artigos, tampouco fazer parcerias. Assim, o dia do Advogado é dedicado a manter o que ele tem no momento (clientes atuais e um pequeno funil de prospecção), não havendo tempo para buscar formas de alavancar a carreira. A única forma de sair desse ciclo é aprendendo a delegar e sabendo como priorizar o que é mais relevante para o desenvolvimento da carreira.

Ademais, é imprescindível buscar conhecimentos que extrapolem o Direito.

Atuando na seara criminal, por exemplo, o Advogado precisará ter profundos conhecimentos de finanças e contabilidade para atuar no Direito Penal econômico, sob pena de permanecer por toda a carreira “dividindo mercado” com a Defensoria Pública na defesa de crimes de furto ou relacionados com a Lei Maria da Penha.

Da mesma forma, necessitará aprender a ser mais consultivo/preventivo e menos processual. Consequentemente, aprenderá a atuar sem limites geográficos e não precisará depender de (nem conviver com) autoridades públicas, como Juízes e Promotores.

Atuando de forma consultiva/preventiva por meio de consultorias, pareceres, Compliance e outras formas de prevenção (“due diligence”, por exemplo), o profissional passa a depender muito menos dos demorados processos judiciais. Além disso, poderá atuar de qualquer lugar para qualquer lugar, não havendo necessidade de realizar os vários deslocamentos (delegacia, precatórias, presídios etc.) realizados pela Advocacia tradicional. Destarte, ganhará tempo e, por conseguinte, poderá focar em firmar parcerias relevantes (inclusive internacionais) e construir um patrimônio intelectual.

Por fim, uma característica que, na minha opinião, é extremamente importante: o Advogado Criminalista precisa ser empreendedor para entender empreendedores e para progredir no mercado jurídico.

É recomendável empreender para prestar serviços a empreendedores. Antes de atuar com Compliance ou no Direito Penal empresarial, nota-se que, como forma de saber o sofrimento pelo qual passam os empresários e empreendedores, é preferível também passar por esses sofrimentos, criando um CNPJ, gerando empregos, assumindo compromissos negociais, tendo obrigações fiscais e trabalhistas, passando pelos inúmeros deveres contábeis etc.

Uma das formas de entender um cliente preso é visitar um presídio. No mesmo sentido, o melhor jeito de entender as necessidades de um cliente empreendedor/empresário é ser um ou, no mínimo, ter o máximo possível de proximidade com empreendedores.

Ocorre que o ambiente jurídico, acostumado com a sobriedade e o isolamento de outrora, parece ser incompatível com o empreendedorismo. Muitos acreditam que empreendedorismo seria apenas o comércio e, portanto, não teria relação com a prestação de serviços advocatícios. Enquanto esse for o pensamento majoritário, haverá uma margem enorme de crescimento para quem realmente se interessa pelos negócios/empreendimentos de seus clientes. São esses Advogados que conseguirão prestar um serviço diferenciado no prisma consultivo e preventivo.

Ademais, para progredir no Direito, sobretudo na iniciativa privada, é imprescindível uma dose considerável de empreendedorismo, como já tratei em outro texto (leia aqui).

Leia também:

  • Quem nunca pensou em desistir do Direito? (leia aqui)
  • As misérias da Advocacia Criminal (leia aqui)
  • 3 dicas para produzir artigos enquanto exerce a Advocacia (leia aqui)

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