Quem dá certo no Direito? Como?

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Tenho adotado o hábito de publicar textos mais leves nos sábados. Fujo razoavelmente da dogmática e dos aspectos práticos para adentrar em questões relacionadas ao cotidiano do profissional jurídico, que alguns denominam “operador do Direito”. Faço isto por considerar que o Direito é muito mais que processos e livros. Há também uma boa dose de vida.

Uma das perguntas que mais ouço é “quem dá certo no Direito?”. Creio que a pergunta é equivocada, porque a indagação correta seria “com quais atitudes se dá certo no Direito?”. De qualquer forma, a pergunta também poderia ter como resposta que quem dá certo no Direito é quem faz X e não faz Y.

Dar certo no Direito envolve muito mais do que o conhecimento da legislação, dos informativos dos Tribunais Superiores e das lições dos professores de graduação ou curso preparatório.

Atualmente, temos mais de um milhão de Advogados no país. No momento em que escrevo este texto, temos cerca de um milhão e vinte mil Advogados, além de trinta mil estagiários registrados na OAB. Obviamente, esse número não abrange os bacharéis em Direito que não foram aprovados no exame da OAB, os estudantes que fazem estágios em instituições que proíbem o registro na OAB e os estudantes que ainda não fazem estágio, tampouco os profissionais de outras áreas que, de forma antiética e ilícita, desempenham atividades privativas da Advocacia.

Dar certo no Direito envolve uma parcela considerável de trabalho, dedicação, constância e inovação. Fazer algo diferente do que esse número assustador de profissionais faz é de suma importância para não ter o mesmo resultados que todos têm.

Quem dá certo na área jurídica, especialmente na Advocacia, tem paciência para não se precipitar, tampouco abandonar tudo em prol de uma segurança imediata – como os concursos públicos –, mas também tem o senso de urgência para não esperar que os resultados surjam aleatoriamente.

O senso de urgência também envolve a constância. Estudar desesperadamente por um dia e deixar todos os outros dias para o lazer é ter senso de urgência eventual, e não constante.

Para dar certo no Direito a médio e longo prazo, exige-se, acima de tudo, ética. Os profissionais antiéticos chegam a resultados satisfatórios mais rapidamente, mas também saem do mercado com a mesma velocidade que entraram.

Quando trato da ética no mundo jurídico, refiro-me aos profissionais que traem a confiança do cliente, vendem ilusões, assustam o cliente para que ele feche o contrato, criticam os outros Advogados com frases como “eu teria feito diferente” ou “ele errou aqui”, divulgam dados dos clientes nas redes sociais, comemoram – também nas redes sociais – decisões favoráveis como se o cliente fosse culpado e o Advogado fosse o gênio que conseguiu salvá-lo etc. A falta de ética está por todos os lados. No senso comum, presume-se a falta de ética do Advogado, havendo uma inversão do ônus para que ele – o Advogado – precise provar, em cada ato, durante todo o tempo, a sua ética.

Os profissionais que cobram abaixo da tabela de honorários da OAB também podem dar certo do ponto de vista financeiro, mas com uma quantidade desumana de trabalho e com uma reputação tão baixa quanto os valores aos quais estão dispostos a chegar durante o leilão realizado por alguns clientes.

Dar certo na área jurídica, especialmente na Advocacia Criminal, é um exercício constante de estratégia. Precisa resistir às inúmeras tentações de “satisfação” imediata, como concursos, cobrança de honorários abaixo da tabela, atuação em outras áreas do Direito…

Mas quando dá certo, entra-se num ciclo automático, em que campos diferentes contribuem para o sucesso em todos eles. Assim, entra-se na docência em virtude da atuação destacada na Advocacia. Pela dedicação à docência, passa-se a palestrar frequentemente. No final, docência e palestras contribuem para o maior destaque das publicações e, consequentemente, para “dar certo” também na Advocacia. Tudo está interligado!


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