Queime pontes: como eu saí da zona de conforto e tomei decisões difíceis

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Em janeiro de 2015, eu era Defensor Público no Rio Grande do Sul. Havia acabado de ser publicado o aumento dos subsídios de várias instituições, como MP, Judiciário e Defensoria (link da notícia). Além disso, eu havia sido aprovado entre os primeiros colocados na prova objetiva para Juiz do DF, faltando poucas semanas para a prova dissertativa.

Mesmo assim, no dia 21 de janeiro de 2015, pedi exoneração da Defensoria e decidi não continuar no concurso para Juiz do DF, exatamente quando a crise financeira no Brasil estava ganhando força. Eu me lembro de que muitos me chamaram de louco e alguns riram perguntando se eu viraria “comerciante” (como se isso fosse algo errado).

Durante muito tempo, eu pretendia sair da carreira pública, mas não tinha coragem. Era a minha zona de conforto! Entretanto, é de clareza hialina a lembrança que eu tenho de uma tarde no início de janeiro, quando eu havia acabado de fazer quase 30 audiências idênticas e, voltando para a Defensoria, havia encontrado várias pilhas de petições absolutamente idênticas para assinar (juntada de documentos).

Eu também ficava frustrado pelo fato de que a minha “ajuda” ao mundo não era escalável. O limite das pessoas que eu poderia ajudar era igual ao limite de tempo que eu conseguia trabalhar. Não havia escalabilidade, pois meu tempo, assim como o de qualquer outra pessoa, é finito.

Então, uma decisão que vinha se prolongando por 3 anos foi tomada em poucas horas. Na verdade, em poucos minutos.

Eu acompanhava os vídeos do Érico Rocha no YouTube frequentemente, mas nunca tinha visto um vídeo de 2013. Contudo, acho que, por ter pesquisado no Google sobre a decisão de sair da carreira pública, o algoritmo do YouTube foi alterado para que esse vídeo ficasse em destaque na minha página. O nome do vídeo? “A arte de tomar decisões difíceis: queime as pontes”.

Esse vídeo, somado a tudo que eu já havia visto o Flávio Augusto da Silva falar sobre a liberdade de escolha, tornou possível que eu visse que não temos apenas uma opção na vida. Não há nada de errado em escolher a opção de ser servidor público. O erro é achar que se deve ser servidor público por falta de opção.

Assim, percebi que eu teria uma ponte para voltar enquanto estivesse na Defensoria Pública. Se eu não saísse, sempre poderia recuar e mudar os meus planos. Decidi, então, mudar a situação e continuar com meus objetivos. Para tanto, queimei a ponte e fiz com que não fosse mais possível recuar, tornando meus objetivos inevitáveis.

O que o Érico Rocha diz no vídeo sobre as preocupações dos dias seguintes é totalmente verdade. Eu cheguei a me questionar se era possível anular o meu pedido de exoneração, mesmo depois de já ter sido publicado no Diário Oficial. Felizmente, essa preocupação durou menos de uma semana.

Em outras postagens, falarei um pouco mais sobre isso.

O vídeo do Érico Rocha:


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