Criminalistas precisam ser eternos aprendizes

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Não há Criminalistas prontos e acabados. Não há dia que não seja de aprendizagem.

É equivocado imaginar que alguém – Professor, Advogado ou qualquer outro profissional – chegue a um estágio de conhecimento em que nada mais pode ser aprendido, aperfeiçoado ou criado. A evolução contínua faz parte da rotina de quem se dedica seriamente aos estudos e ao desempenho profissional de alto nível.

A cada novo livro, palestra, curso ou conversa com algum colega, aprendemos algo que expande o horizonte interpretativo. Livros são lançados todas as semanas, cada um com novas teses e teorias. Palestras são feitas diariamente, quando, então, podemos aprender técnicas de oratória dos palestrantes. Todos os dias são publicados inúmeros artigos em revistas científicas ou sites da internet, geralmente tratando de pontos específicos sobre temas importantes. Os Tribunais publicam vários julgados diariamente, surgindo, frequentemente, algum entendimento inovador. Quase todos os dias são publicadas leis ou atos normativos/regulatórios, no âmbito nacional ou internacional, que tratam da matéria penal.

Com tantas fontes possíveis e diante da enorme quantidade de produção intelectual de autores nacionais e estrangeiros, como alguém poderia acreditar que é possível se manter distante dos estudos na seara criminal? O risco de desatualização é enorme, abrangendo, principalmente, Professores e escritores.

Aliás, para cada página escrita em artigos, livros ou peças processuais, deveríamos ler uma quantidade específica de páginas. Tento, apesar dos vários compromissos, ler, no mínimo, 5 páginas para cada página que escrevo.

Num dia desses, fiz um plano de aula sobre execução penal para um curso de pós-graduação em que leciono. Com mais de cem páginas – decorrência da minha pretensão de ser detalhista nesse tema importante –, apenas conseguia pensar em uma coisa ao terminar: quantas páginas li sobre esse assunto nos últimos meses para conseguir escrever tanto? Após alguns cálculos mentais, cheguei a uma quantidade muitas vezes superior ao número de páginas escritas.

Aprender deve ser uma ambição, assim como ensinar àqueles que, no momento atual, ainda tenham menos conhecimentos sobre determinado assunto.

Muitas vezes, é por meio do ensino que se aprende. O Professor também pode ser um aprendiz dos seus alunos, porque são eles que o motivam a aprender cada vez mais.

No primeiro semestre de 2017, lecionei para uma turma fantástica que tinha especificamente um aluno com um nível altíssimo de conhecimento sobre execução penal. Em nossas conversas no intervalo, dialogávamos sobre questões altamente complexas, supondo, por exemplo, situações inimagináveis para a aplicação da detração penal. Sem saber, esse aluno – que facilmente poderia estar na condição de Professor – me motivava a elevar o nível das aulas.

Ocorre que há um fenômeno muito frequente na área jurídica: acredita-se que, por ter conquistado algo, não é mais necessário estudar.

Já vi professores que lecionavam sobre Roxin, mas nunca leram algo escrito por ele. Somente leram livros de terceiros, normalmente classificados como “resumidos”. Contudo, por estarem lecionando sobre Roxin, enganavam-se acreditando que já tinham lido suas obras. Por essa razão, consideravam ser desnecessário ler algo escrito por ele. Em outras palavras, pensavam: “se já dou aula sobre Roxin, por que eu – Professor – leria Roxin?

Também já conheci Advogados que, conquanto tenham algum tempo de Advocacia, criticam autores que escrevem obras complexas, mas nunca leram as mesmas obras escritas por esses autores ou, pior, jamais escreveram algo (elogiável ou criticável, tanto faz).

Nesses casos, pensa-se que, pelo tempo de carreira ou em razão de algum título (Professor universitário, por exemplo), seria vergonhoso ocupar a posição de aprendiz. O orgulho fala mais alto que a vontade de aprender. Normalmente, esse afastamento das pretensões intelectuais é fruto de algum sucesso passado ou do tempo de atividade. Acreditam, equivocadamente, que idade significa, por si só, conhecimento, quando, na verdade, tem mais valor uma lição que ouvi recentemente: geralmente, cabelos brancos não significam experiência ou conhecimento, mas mero passar do tempo.

Se eu precisasse deixar uma lição aos jovens Advogados, diria: sejam eternos aprendizes. Se agora, no início da jornada, já estudam muito, então tenham como meta estudar muito mais quando forem Professores universitários, estiverem cobrando várias vezes o valor da tabela de honorários da OAB ou ostentarem algumas linhas de títulos acadêmicos. Quanto mais se cresce, maiores se tornam os desafios. Por consequência, é quando a busca do conhecimento se torna ainda mais necessária.


Vídeos quase diários:


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