Como estudo(ei) Direito?

Clique no sino vermelho no canto da tela para receber um aviso no seu celular ou computador sempre que for postado um vídeo ou artigo.

Inscreva-se no Youtube. Vídeos diários:

– Curso online de Execução Penal com o prof. Evinis Talon (clique aqui)
– Inscreva-se no meu curso por assinatura (Penal e Processo Penal) até o dia 30/11/2017 e participe do SORTEIO de um exemplar do livro A jornada de um advogado criminalista (com dedicatória especial), além de ter acesso a mais de 34 horas de aula e 82 vídeos: clique aqui
– Fale com o prof. Evinis Talon no WhatsApp (clique aqui)
– Participe do grupo do Whats do prof. Evinis Talon: clique aqui


banner curso finalizado enviado Evinis




Facebooktwittergoogle_pluslinkedin

Em outro artigo, expliquei como passei em concurso público e como acho que os certames deveriam ser (leia aqui).

Neste texto, pretendo explicar como estudei e como estudo atualmente. Não tenho o objetivo de fornecer dicas, fórmulas mágicas ou métodos infalíveis. Narro apenas o que faço e fiz, que pode (ou não) funcionar para outras pessoas que estudam Direito. Talvez algumas das minhas práticas não sejam recomendadas pela pedagogia.

Justifico este texto pela quantidade enorme de pessoas que me perguntam sobre isso diariamente. Muitos me perguntam como consigo me dedicar à leitura enquanto me empenho na Advocacia Criminal, na consultoria em Direito Penal, na docência – lecionando em mais de uma dezena de cursos de pós-graduação -, na elaboração diária de artigos e textos para colunas, na redação dos meus livros e na gravação de vídeos para o meu canal do Youtube (veja aqui) e para cursos EAD.

Mesmo com todos essas atividades, leio vários artigos diariamente – alguns deles eu indico AQUI -, recebo e leio entre 5 e 10 artigos diários de alunos ou amigos que querem a minha opinião antes de enviarem o texto para publicação e tenho uma rotina de leitura de livros, sem a qual não conseguiria cumprir os compromissos narrados no parágrafo anterior.

Quando estudei para os concursos públicos em que fui aprovado – entre os quais o de Defensor Público do Estado do Rio Grande do Sul –, conseguia permanecer na frente dos livros por várias horas, inclusive me esquecendo de comer e dormir.

Nem chego perto de ser inteligente. Estou muito longe disso. Também não me considero esforçado ou capaz de superar o cansaço. Eis o primeiro ponto sobre como estudo: eu me apaixonei pelos estudos, fazendo deles o meu principal meio de lazer!

No início, de forma inconsciente, eu me apaixonei pela leitura. Apenas depois percebi que é possível e necessário aprender a gostar dos estudos, sob pena de não ser possível que a leitura concorra com outras diversões aparentemente mais prazerosas, como televisão, redes sociais e festas.

Como muitos estudantes, sofria de intensa procrastinação durante o início da faculdade de Direito. Tinha problemas para começar a estudar e, quando começava, não permanecia estudando por muito tempo. Aguardava pelo momento de realizar o intervalo dos estudos como uma criança espera pelo presente de Natal.

Sem planejar, comecei a ouvir músicas e vídeos de piadas durante os estudos. Posteriormente, descobri um programa de rádio do Rio Grande do Sul (“Pretinho Básico”) e passei a ouvir as gravações enquanto estudava.

Sim, eu sei que ninguém recomenda ouvir algo falado enquanto se estuda.

Ocorre que o único momento em que ouvia esse programa de rádio era durante os meus estudos. O que os integrantes do programa falavam sobre o Rio Grande do Sul e as piadas que contavam, num ambiente de extrema amizade, deixavam-me confortável durante os estudos.

Se antes eu era procrastinador, depois de adotar esse hábito passei a esperar ansiosamente pela hora de me sentar e estudar (ouvindo o programa). Estudei por muitos anos assim.

Com o tempo, acabei associando a leitura à diversão que era ouvir o programa. Posteriormente, fiquei algum tempo sem ouvir o programa, mas já estava apaixonado pela leitura.

Somente depois percebi que todo o prazer que eu tinha em estudar decorria da associação que eu fazia em relação ao inesquecível programa de rádio que me acompanhava durante os estudos.

Regredindo a minha infância, lembrei-me de que não gostava de ler. Passei alguns anos odiando os livros de português, matemática e geografia. Contudo, quando comecei a ler gibis, passei a associar o prazer da leitura de qualquer coisa (incluindo bula de remédio) com a emoção de ler uma revista em quadrinhos dada pelo meu pai.

Portanto, é possível aprender a gostar de estudar. Na minha opinião, esse deve ser o primeiro passo na trajetória dos estudantes.

Atualmente, quando a leitura do texto não é tão exigente, ainda adoto essa prática, mas agora ouço palestras e entrevistas de autores que admiro, como o Aury Lopes Jr., Alexandre Morais da Rosa, Lenio Streck, Geraldo Prado, Zaffaroni etc.

Se o texto é mais difícil, ligo uma música clássica (Bolero, de Maurice Ravel, nunca falha!) ou, como forma de isolar os sons externos, ouço “ruído branco”, uma espécie de som/frequência constante que inibe qualquer barulho.

Portanto, se eu tivesse que resumir como estudo(ei), diria que o principal ponto é: eu me apaixonei pelos estudos. Fiz deles a minha diversão. E acredito que é possível aprender a gostar de estudar.

Ah, o programa Pretinho Básico ainda existe na Rádio Atlântida. Completa 10 anos em 2017. E eu ainda o ouço enquanto estudo.


Clique na imagem abaixo para ver o curso “Como iniciar na Advocacia Criminal”.

como-iniciar-adv